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Despesas de Intermediação Caíram 51%

O lucro líquido recorrente do trimestre, excluídas as provisões adicionais para devedores duvidosos constituídas no período, no montante de R$11,4 milhões, foi de  R$29,9 milhões, um acréscimo de 44% em relação ao primeiro trimestre de 2008, representando um ROAE de 15,9% no período.   Em relação aos ativos, a rentabilidade anual (ROA) evoluiu para 1,2% em 2009, contra 0,7% no mesmo trimestre do ano anterior. O ROA relativo ao lucro recorrente foi de 1,5%.
 “O bom desempenho operacional da instituição se deve à redução das despesas de intermediação financeira, que caíram 51%, ao controle das despesas e a atenção redobrada a riscos”, afirmou Osias Brito, Vice Presidente Executivo Corporativo.

O índice de eficiência, medido pelo valor de despesas em relação às receitas, apresentou melhoria relevante, alcançando 36,6% no primeiro trimestre de 2009, comparado a 48,9% no mesmo período do ano anterior, devido ao bom crescimento das receitas e ao controle das despesas, que cresceram somente 7,8% na comparação com o primeiro trimestre de 2008.

Destaques do Primeiro Trimestre de 2009

  • Liquidez elevada. Desde o agravamento da crise internacional, foram adotadas várias medidas para privilegiar a liquidez que, adicionadas às ações anunciadas pelo Banco Central para aumentar a confiança no sistema financeiro nacional, resultaram numa liquidez elevada, comprovada pelo seu caixa que tem se mantido entre R$1,1 bilhão e R$ 1,5 bilhão;

  • O Patrimônio Líquido do Banco totalizou R$778 milhões em 31 de março de 2009, com evolução de 47% sobre igual período do ano anterior, devido principalmente à capitalização ocorrida em agosto de 2008. Com isso, o índice da Basileia atingiu 17,7%, contra 13,0% em março de 2008


 

  • O saldo de CDBs alcançou R$2 bilhões em março de 2009.   O Banco continua apresentando um dos menores índices de CDBs com liquidez diária entre os bancos brasileiros.

  • Inadimplência. Foram constituídas provisões complementares, no valor de R$ 11,4 milhões, para fazer frente ao potencial aumento de inadimplência devido à redução da atividade econômica.   Com o agravamento da crise internacional a partir de outubro, o Banco adotou critérios de concessão de crédito ainda mais rigorosos, com redução de prazos e aumento de garantias. Atrasos: Em 31 de março, as parcelas em atraso acima de 90 dias representavam 2,3% da carteira de crédito com cobertura de provisões de 221%. Considerando os contratos vencidos há mais de 90 dias o índice atingiu 3,5%.

  • Capilaridade das operações: no varejo, encerramos o trimestre com 10.159 pontos de venda, um incremento de 19% nos últimos 12 meses e de 9% no trimestre. No segmento de  empresas, mantivemos as 14 agências em operação em dez diferentes estados brasileiros.  Ambos os segmentos estão em fase de expansão. O varejo irá inaugurar três escritórios no Nordeste: em Salvador e  Recife ainda no primeiro semestre e Fortaleza na segunda metade do ano.  O segmento de empresas, por sua vez, irá estender sua atuação para os estados de Santa Catarina e interior do Paraná, no sul do país.
  • Eleição de dois novos conselheiros:

    • Ricardo Duarte Caldeira, indicado pela acionista minoritária International Finance Corporation (IFC), com mandato de dois anos. O Sr. Caldeira é graduado em economia pela Faculdade de Ciências Econômicas do Rio de Janeiro e pós-graduado em engenharia de projetos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi, ainda, diretor executivo do BankBoston , onde trabalhou por 29 anos.
    • Dr. José Antônio Miguel Neto, eleito conselheiro independente do Banco em 02 de abril de 2009, tendo sido homologado pelo Banco Central do Brasil em 12 de maio de 2009. Advogado, graduado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, com curso de extensão em Direito Internacional na Parker School of Foreign and Comparative Law. Trabalhou na Johnson and Johnson S/A (São Paulo, Brasil), Sidley & Austin e Stroeter (Nova York, E.U.A.) e Trench e Veirano Advogados - Baker & Mackenzie  (São Paulo, Brasil). Atualmente é Sócio de Miguel Neto Advogados Associados (São Paulo, Brasil).

Destaques da Performance Financeira

Resultados,  Retornos e Eficiência

No primeiro trimestre de 2009, o Fibra registrou lucro líquido de R$23,1 milhões, com crescimento de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido recorrente, excluindo as provisões voluntárias, alcançou R$ 29,9 milhões, o que equivale a um ROAE de 15,9%.

Os ativos totais somaram R$8,0 bilhões em março de 2009, um decréscimo de 35% em relação ao mesmo período de 2008, ocasionado principalmente pela redução nas aplicações no mercado aberto, que representavam apenas R$2,1 bilhões ao final do 1T09, comparado a R$4,9 bilhões em março de 2008. Embora ainda continue a ser dealer especialista do Banco Central, o Fibra vem reduzindo suas operações com títulos públicos com compromisso de recompra, focando-se mais em seu negócio principal, de concessão de crédito para empresas e pessoas físicas. Em relação aos ativos, a rentabilidade anual (ROA) evoluiu para 1,2% em 2009, contra 0,7% no ano anterior. Excluídas as provisões adicionais, o ROA atinge 1,5%.

Nosso índice de eficiência, medido pelo valor de despesas em relação às receitas, apresentou melhoria relevante, alcançando 36,6% no primeiro trimestre de 2009, comparado a 48,9% em 2008 , devido ao bom crescimento das receitas e ao controle das despesas, que cresceram somente 7,8% na comparação com o primeiro trimestre de 2008.

Patrimônio Líquido

No final do primeiro trimestre de 2009, o Patrimônio Líquido do Banco totalizou R$778 milhões, com evolução de 47% sobre igual período do ano anterior, devido principalmente à capitalização ocorrida em agosto de 2008. Com isso, o índice da Basiléia correspondia a 17,7%, contra 13,0% em março de 2008.

Crédito a Empresas

Em 31 de março de 2009, o saldo das operações com empresas totalizava R$3,1 bilhões, ainda refletindo os efeitos da crise.

No segmento de crédito para empresas,  o Banco já nota sinais de recuperação da demanda de crédito. Seguindo os sinais de melhoria, o Fibra reformulou a estrutura e atuação geográfica do Middle Brasil, objetivando aumentar a atual base de clientes e incrementar negócios, dentro de uma estratégia de pulverização de risco de crédito e foco de atuação em clientes com características específicas de Middle. Em linha com sua estratégia, o segmento expandiu sua equipe contratando cerca de 25 novos profissionais para ampliar as operações, e planeja se expandir geograficamente em busca de novos clientes. O interior do Paraná e o estado de Santa Catarina serão os primeiros mercados a serem prospectados. Com o objetivo de alinhar a estrutura para o crescimento e retomada dos negócios, foram promovidas também alterações no segmento Corporate, com metas de prospecção de clientes, diversificando a carteira sob a nova política de crédito.

Já desde o final de 2008, o Banco não apresentava exposição cambial em swaps com duplo indexador junto a clientes. O Fibra realizou estas operações com um número limitado de clientes e em prazos muito curtos, e assim mitigou riscos.  O Banco não realizou operações de derivativos exóticos (tipo TARN/TAF) junto a seus clientes.

Crédito Varejo

As operações do Banco Fibra no segmento de varejo atingiram R$498 milhões em março de 2009. Encerramos o trimestre com 983 mil clientes ativos no Varejo, distribuídos em uma rede de 14 pontos próprios  e 10.159 pontos de venda, com crescimento de 19% nos últimos 12 meses e de 9% no trimeste.  No trimestre, foram portanto contratadas cerca de 280 novas parcerias por mês, demonstrando o forte ritmo da equipe de vendas e o potencial de crescimento da carteira esperado para este ano.

A GVI pretende expandir sua capilaridade para o nordeste e planeja novos pontos de atendimento nas cidades de Salvador, Recife ainda no primeiro semestre e Fortaleza na segunda metade do ano.  Assim como no segmento empresas, a GVI também percebe sinais de recuperação no volume de crédito. No mês de abril, a produção mensal atingiu o melhor patamar desde o início da crise. Para  maio, é projetada produção mensal  recorde no varejo.

 

A GVI Promotora participou de evento realizado no dia 9 de março em comemoração ao XIX Prêmio MG de Turismo. A solenidade foi realizada na cidade de Belo Horizonte, onde a GVI foi, pelo segundo ano consecutivo, agraciada como empresa parceira no segmento de turismo da região.

Aquisições de Crédito

A carteira do Banco nesta modalidade apresentou decréscimo de 44% em relação a março de 2008, em linha com nossa estratégia de negócios. O Fibra pretende focar na atividade de originação própria de crédito, utilizando seu caixa potencialmente para reforço da musculatura interna.

Carteira Total e Qualidade de Crédito

Em linha com a evolução do setor durante o período, o saldo das operações de crédito, ao final de março 2009, atingiu R$3,9 bilhões, uma redução de 10,4% no  trimestre.