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Lucro Pode Subir Até 21%

Segundo a Fecomercio, com base nestes padrões de faturamento, no caso de um pequeno empresário, os gastos diários com aluguel de duas máquinas por estabelecimento e com taxa de administração de 6% atingem, em média, R$ 340,02 e correspondem a 30,60% da margem de lucro. Com as mudanças, este valor cairia para R$ 114,45 e seria equivalente a 10,30% da margem. Ou seja, um aumento de 20,3% no lucro. Já no caso de um microempresário, os gastos diários com aluguel de duas máquinas por estabelecimento e com taxa de administração de 6% atingem, em média, R$ 78,83 e correspondem a 32,77% da margem de lucro. Com as mudanças, este valor cairia para R$ 27,39 e seria equivalente a 8,80% da margem. Ou seja, um aumento de 21,4% no lucro.

As estimativas estão baseadas em dois Projetos de Lei. O nº 677/20, do senador Adelmir Santana (DEM-DF), prevê o compartilhamento das máquinas e a unificação dos sistemas e está em discussão na esfera do Banco Central. O segundo, de autoria do deputado estadual Talmir Rodrigues (PV-SP), nº 3.499/08, estipula que a empresa emissora ou administradora de cartão de crédito ou débito não poderá cobrar comissão sobre as vendas superior a 2% do valor de venda.

Quanto à perda de receita pelas administradoras de cartões, ainda segundo cálculos feitos pela entidade, mesmo cobrando taxa limitada em 2%, o retorno anual deve atingir algo em torno de 25%, ou seja, superior ao oferecido pelas demais aplicações financeiras em vigência no país. E com o comércio aquecido, isto se torna ainda mais relevante em termos de valores absolutos, finaliza a entidade.