Giro - Edições Anteriores
2ª Edição de Novembro
1ª Edição de Novembro
3ª Edição de Outubro
2ª Edição de Outubro
1ª Edição de Outubro


Portifólio

 

A Indústria Bancária: Uma Visão para 2020

José Luiz Cerqueira CésarJosé Luiz Cerqueira César*
artigo@relatoriobancario.com.br

Considerando o cenário de integração regional da América Latina, bem como as circunstâncias do processo de globalização, analisemos, a seguir, as condições de sobrevivência dos bancos brasileiros.

Acredito que a configuração dos bancos brasileiros, para os próximos 20 anos, cristaliza-se num desenho de forte dependência de alguns fatores, a saber:

Uma condução bem sucedida do processo de integração da América Latina, na medida em que tal processo levaria os bancos brasileiros a liderar a integração financeira, em função de sua alta especialização. Tal movimento ensejaria a criação de uma moeda própria da América latina (nos moldes do Euro) sob a liderança, sem dúvida, destes bancos.

Propiciaria também o surgimento de instrumentos e produtos próprios de investimento, dando fôlego ampliado ao previsível processo de expansão e crescimento dos bancos brasileiros no cenário internacional e globalizado. Isto na medida em que estariam asseguradas as premissas de competitividade - exigidas pela concorrência internacional - tanto em função da escala que se atingiria, como pela própria tecnologia e experiência, acumuladas no País, em inventar e operar um banco em conjunturas extremamente voláteis e de alto risco.

Outro fator determinante de sucesso futuro para os bancos é um crescimento econômico com distribuição de renda, de modo a dar sustentabilidade e acesso aos produtos e operações bancários para uma ampla camada da população, reduzindo os riscos e viabilizando a inclusão de milhões de novos consumidores bancários.

A automação crescente da sociedade exigirá a criação de alternativas, regionais e locais, de desenvolvimento sustentado, devendo caminhar para um modelo com milhares de núcleos, pólos ou arranjos produtivos, com valor diferenciado na produção e geração de riquezas a partir das vocações e condições locais.

Este processo, combinado com o estímulo de setores tecnológicos portadores de futuro (tais como TIC, biotecnologia, biomassa, fármacos, nanotecnologia e tecnologias agrícolas e de alimentos) poderá assegurar  um lugar na forte arena econômica competitiva que se vislumbra para os próximos 20 anos.

Fora das perspectivas acima apresentadas, as alternativas de cenários para os bancos brasileiros deixam pouca margem  para o otimismo. De modo que o futuro destes bancos mostra-se, de fato, condicionado e dependente do transcorrer e da condução dos fatores mencionados. À parte tal perspectiva pode ser resumir o atual quadro com os seguintes insights:

Risco de Eliminação

Em primeiro plano, descortina-se um virtual cenário de consolidação radical e aceleração do processo de concentração de renda. Movimento este que é direcionado pelos grandes bancos internacionais, com a eliminação dos bancos regionais da América Latina. Na melhor da hipóteses, com a previsão de apenas alguns sobreviventes nacionais, em regime de fusão ou troca de ações.

Mega Bancos

Em paralelo, caminha-se para a formação de mega bancos. Aliás, se compararmos o processo de consolidação bancária com o de outros setores (alimentação, tecnologia, transportes aéreos, defesa, etc) estamos apenas começando este processo que, de uma forma ou de outra, se aprofundará nos próximos 20 anos.

Resta saber se tal aprofundamento se dará com a participação ou a exclusão dos bancos brasileiros.

Avanço no Próprio Terreno

Mas existe um cenário plausível, no qual os Bancos Brasileiros podem conquistar uma fatia do mercado internacional. Neste caso, estariam iniciando tal processo com a consolidação em seu próprio território, a América Latina, e partindo  para disputar novos mercados internacionais, com a vantagem da eficiência e inovação adaptativa para atuar e gerir situações e cenários conjunturais de volatilidade.

Seria, portanto, um erro estratégico irreversível subestimar a importância da formação e consolidação  - de forma independente  - dos blocos econômicos regionais na dinâmica competitiva das indústrias bancarias nacionais. E inclui-se aí, especialmente, o caso do Brasil e toda a América Latina e Caribe.

DESINTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA

Da mesma forma que teremos avançado na integração internacional do mercado financeiro (através da formação dos blocos econômicos regionais e globais, ou ainda, através dos mega bancos pós-fusões intercontinentais), estaremos também convivendo em um cenário onde as empresas, de diferentes setores da economia, se articularão em iniciativas de integração da cadeia de valor, criando, em muitos casos, os próprios  sistemas financeiros e instrumentos de financiamento da produção e de suas atividades.

Desta forma, assistiremos a um forte deslocamento das tradicionais operações de empréstimos para instrumentos de financiamento mais sofisticados do mercado de capitais. Aí irá prevalecer uma tendência de se compartilhar os riscos entre os participantes e colaboradores de determinada operação, estruturada no “marketplace” , podendo, ou não, os bancos participarem da operação. Estará, assim, caracterizado um fenômeno de desintermediação financeira.

Os bancos que não perceberem estas mudanças e se recusarem a ampliar os seus serviços, e modo de atuação, poderão ficar fora das grandes articulações, acordos  e alianças.

Articulações, acordos e alianças que se estabelecerão em torno de cadeias verticais inteiras da economia local, regional e global. E chegarão, inclusive, às novas comunidades que se constituem por identidade e afinidades, surgidas a partir das recentes facilidades de comunicação e agregação disponibilizadas pelas novas mídias (tais como o Orkut, os blogs, o e-mail, as home-pages, os portais interativos etc), além do celular e, mais futuramente, da tv digital. 

Os portais poderão estar ancorados por grupo de empresas de determinada cadeia de valor, por associações de interesses complementares, por clusters de produção e por arranjos produtivos regionais. Os quais se interligarão com outras formas de colaboração, tais como grupos ou comunidades de pessoas físicas com afinidades e identidades no espaço eletrônico.

Todo este processo se tornará viável em função da  convergência dos meios de comunicação (dados, voz e  imagem) com tecnologias moveis e interativas, através da Internet. Esta deverá estar presente e incorporada definitivamente na vida das pessoas e nos objetos móveis (veículos, animais), bem como nos utilitários e locações (eletrodomésticos, vending machines, escritórios e residências), e ainda em confluência com a TV digital.

A Fidelização do Cliente

As estratégias de fidelização dos clientes serão cada vez mais complexas, exigindo mudanças profundas no modelo de negócio e de abordagem que os bancos realizam atualmente.

Todas as facilidades e conveniências dos canais de acesso serão transformadas em commodities, não constituindo em diferencial para garantir a fidelidade.

As taxas de serviços bancários tradicionais sofrerão forte concorrência e também se nivelarão.

As taxas de juros, com a melhoria dos sistemas de riscos e com a integração dos blocos econômicos, tendem a se reduzir, ampliando a oferta de crédito e recursos para os clientes.

Os clientes exigirão, cada vez mais, que os bancos - ou as recentes formas de organização da economia digital - solucionem as novas dificuldades do terceiro milênio (emprego, ambiente, educação e segurança). Valendo o mesmo para as novas dificuldades colocadas para o cotidiano da clientela,  o que levará aos bancos (se desejarem, de fato, manter a fidelidade dos seus clientes) a buscarem associações em  diferentes estruturas econômicas digitais, multifuncionais e de multi-propósitos;  de modo a garantir presença e participação de mercado. Isto implicará em uma mudança radial no atual paradigma de segmentação de clientes e mercado adotada pelos bancos.

A Necessidade do Risco

A habilidade de se tomar riscos e manter sob controle suas carteiras de negócios será, sem dúvida, fator crítico de sucesso.Conforme foi colocado anteriormente, o processo de migração das tradicionais operações de empréstimos bancários para operações estruturadas mais complexas exige uma posição mais agressiva com relação á tomada de riscos; além de maior participação e colaboração direta nos negócios dos clientes .

Ou seja: os tomadores de risco sobreviverão se conseguirem atuar em sintonia com as novas exigências dos clientes. Isto leva à  necessidade de se alterar o seu modelo de negócio, compartilhando de forma mais profunda  o sucesso ou o fracasso dos clientes. E estando estes, agora, compreendidos em uma comunidade que se agrega em torno de um objetivo, ou uma identidade de valor, ou em função de uma necessidade ou desejo compartilhado.

Esta demanda de tomar riscos exigirá dos bancos a incorporação das ferramentas de riscos em tempo real, em todos os níveis da organização, em todos os canais, em todos os pontos de interação e integração com as novas estruturas da economia digital e com os clientes.

Vamos assistir a um forte processo de descentralização de análise de riscos em função dos avanços das ferramentas e modelos de avaliação e controle de riscos.

Estamos falando de ferramentas de identificação precisa, utilização em massa de biometria, complexas ferramentas de certificação e autenticação de documentos, como também de redes neurais e algoritmos complexos para calcular a freqüência esperada de inadimplências ou mitigar potenciais riscos operacionais.

Avanço Tecnológico

O alto grau de integração que atingiremos, através do mundo web, introduzirá um novo paradigma no desenho e administração das infra-estruturas tecnológicas que suportam os negócios bancários e financeiros.

As fronteiras físicas das instalações, o planejamento de capacidade, os planos de continuidade de negócios, os procedimentos monitoração, atualização e gestão dos ativos na rede sofrerão profundas mudanças. Mudanças que serão necessárias se adaptar a um modelo onde não se estabelece, de forma nítida, o começo e o fim de uma estrutura tecnológica. Ou mesmo o começo e o fim de um software aplicativo orientado a serviços.

O ponto de partida e de chegada da infra-estrutura e seus aplicativos passa ser toda a Rede Web de amplitude mundial.

As aplicações tecnológicos se integrarão no mundo web ,  interagindo com  milhões de servidores, ficando dependentes e vulneráveis a milhares de empresas de telecomunicações, serviços de hospedagem, serviços  de aplicativos e infra-estruturas compartilhadas.

Configura-se, assim, um cenário de infra – estruturas amorfas, onde a qualidade, a continuidade dos negócios  e os níveis de serviços deverão estar assegurados  pela evolução acelerada dos facilitadores tecnológicos que continuarão a evoluir nos próximos 20 anos. E deverão ser propriedades intrínsecas e organicamente incorporadas na “genética de projeto, fabricação e implantação” de todos os elementos que comporão esta complexa infra-estrutura.

Estes avanços tecnológicos viabilizarão grandes transformações, a saber:
-Reconhecimento e domínio integral de imagens, permitindo a eliminação do uso de documentos bancários em papel.

-Os procedimentos de back-office caminharão para a extinção, não devendo mais fazer sentido manter o processamento dos contratos , cheques e documentos, no atual paradigma, por uma questão de custos, viabilidade tecnológica e a  impossibilidade de se acompanhar as demandas de integração que serão solicitadas pelos clientes.

- Haverá comunicação natural por imagem e som, permitindo a criação de serviços interativos e viabilizando, de fato, a presença do banco em qualquer lugar e em qualquer hora junto aos clientes, ao vivo e a cores.

- A alta capacidade de processamento e armazenamento viabilizará sofisticadas aplicações de multimídia, reconhecimento e síntese de voz, realidade virtual, processamento de imagens, inteligência e vida artificial e  reconhecimento de padrões.

-Haverá uma integração em tempo real dos ambientes tecnológicos de processamento transacional e o ambiente de processamento analítico (os imensos bancos de dados, datawarehouse ou silos de informações). Ou ainda, poderíamos afirmar que  o ambiente em tempo real será ao mesmo tempo transacional e analítico, viabilizando maior eficiência na tomada de decisão e alta velocidade na autorização e gestão de créditos e demais serviços.

Esta integração em tempo real será extensiva ao “marketplace” amorfo,criado pela integração das aplicações orientadas a serviços, viabilizando painéis eletrônicos de indicadores multidimensionais em tempo real associados aos clientes, negócios, produtos,operações e tecnologia.

-Os principais sistemas aplicativos deverão estar adaptados ou substituídos por soluções totalmente componentizadas e orientadas a serviços, de modo a viabilizar os processos de integração que serão demandados em alta velocidade.

-A base mundial de computadores sofrerá um crescimento exponencial  até 2020 e praticamente estará incorporada de forma definitiva na vida e nos objetos dos clientes. E com a  capacidade de processamento de um simples telefone celular ou mesmo de um cartão será possível viabilizar todos os serviços descritos neste documento.

-A queda dos custos dos insumos tecnológicos será intensa, mas por outro lado, o consumo também crescerá  de forma exponencial.

-Aprenderemos a conviver com os autômatos inteligentes. Estes serão integrados nos objetos moveis e imóveis, conforme mencionado acima, que incorporarão chips de circuito integrado. Através de sistemas sofisticados de sensores tais utilitários se adaptarão a condições diversas e  estarão “plugados” na rede Web, 27 horas x 7 dias. E desta forma integrados aos mais complexos e sofisticados sistemas aplicativos e de serviços em tempo real da rede mundial.

-A educação virtual, á distancia,  estará viabilizada para milhões de novos entrantes. E em que pese não ser esta a condição suficiente para inclusão das camadas excluídas da população, é com certeza  condição necessária e obrigatória.

-Os bancos terão que desenvolver serviços de suporte para as pessoas e empresas que optarem pelo tele-trabalho, tele-medicina, tele-advocacia e todos os serviços executados de modo remoto,  que se tornarão viáveis graças aos avanços tecnológicos.

-Com as novas tecnologias de imagem, realidade virtual e simulações, bem como os processos de integração de cadeias de valor, teremos profundas mudanças na arena de comercio eletrônico B2B, U2B, G2G, U2G, G2B,U2U. Isto vale para todas as novas combinações que surgirão e se consolidarão, envolvendo todos os setores  da sociedade tais como:  judiciário ( U2J,B2J,J2G) e legislativo (U2L,B2L,G2L,J2L), viabilizando consultas para a sociedade de forma instantânea e criando relações e vínculos bilaterais ou multilaterais de comércio entre diferentes comunidades .

-Todo este processo de expansão das operações comerciais deve ser acompanhado pelos atuais Bancos, sob pena de se criar grandes oportunidades para a consolidação de novos entrantes. Pois atrás de cada operação comercial se encontra uma operação de pagamento e recebimento, ou ainda, uma operação de financiamento ou empréstimo; ou uma operação de mutuo; ou uma operação estruturada envolvendo recebíveis; ou uma operação estruturada envolvendo participação nos negócios do cliente, bem como da própria cadeia de valor que estará se organizando - e se integrando - para enfrentar os novos desafios competitivos de seu setor econômico de atuação.

 A Virtualização do Dinheiro

Conforme colocado anteriormente, haverá um forte processo de desintermediação financeira, em função de diferentes fatores e potenciais já descritos.

No entanto, talvez uma das grandes ameaças - e oportunidades - que se vislumbram está associada ao fenômeno crescente de virtualização do dinheiro.

Na realidade, os avanços do sistema financeiro, nos últimos 30 anos, na arena de meios de pagamento, consolidaram as redes globalizadas de pagamentos Visa, Mastercard e American Express. Tais redes se preparam, neste momento, para a abertura de capital, em uma forte tentativa de mitigar os riscos operacionais e judiciais a que estão sujeitas. Tanto em função de fortes mudanças nos marcos regulatórios dos sistemas financeiros de todo o mundo quanto devido à reação das grandes associações e grupos empresarias do varejo mundial ás políticas e práticas destas bandeiras, gerando um alto volume de potenciais passivos judiciais.

Também podemos afirmar que o cartão plástico magnético se consolidou definitivamente com meio de pagamento de débito associado à conta corrente, viabilizando a ampliação das redes de caixa automáticos ( ATMS) e as redes de POS para TEF para pagamento de contas e compras em geral.

Mais recentemente, se introduziram novas tecnologias de identificação e autenticação, baseadas em certificados digitais, tokens, passwords dinâmicas e biometria, com o objetivo de viabilizar mecanismos seguros para o uso da Internet como plataforma e canal seguro para transações comerciais e bancárias, como pagamentos ou transferências  eletrônicas.

Este processo de evolução das tecnologias de identificação, principalmente os processos de identificação biométrica, deverão viabilizar o dinheiro virtual, eliminando a necessidade de cartão plástico, ou cartões inteligentes, que ficariam restritos a uma solução de  porta moeda eletrônica para pagamento de pequenos valores e troco.

Desta forma, a biometria viabilizará a expansão dos sistemas de pagamento e micro–pagamento, compensação e liquidação financeira, já em operação na Internet, e que serão, ao longo dos próximos anos, aperfeiçoados com relação ao marco regulatório. Incluem-se aí as fundações fiscal e tributária, na medida em  que são modelos sem fronteiras físicas, exigindo acordos e protocolos entre grupos de interesse e, nos caso mais universais, entre  países ou blocos econômicos.

Estes modelos deverão se expandir, através da sua adoção por comunidades ou cadeias de valor, que combinarão um sistema de pagamento virtual com processos de liquidação e compensação tradicionais, mas por resultados líquidos , reduzindo gradativamente o fluxo bruto financeiro em circulação no sistema financeiro tradicional.

Este processo se apresentará de forma  desigual e diferenciada, dependendo do grau de confiança e integração das comunidades de usuários ou empresas que participam de determinada iniciativa.

Tal cenário está assim colocado para que os bancos criem e disponibilizem mecanismos para que cada grupo de interesse econômico, e potenciais clientes,  possam configurar o seu sistema financeiro virtual próprio. Com as suas próprias regras de garantias, limites bilaterais, mecanismos de liquidação, critérios de avaliação de riscos e diferentes tipos de pagamento virtual. De forma que se estabeleça e crie a oportunidade para diferentes modalidades de relacionamento  e participação na nova arena de negócios da economia digital.

Exigências do Marco Regulatório

O alto nível de integração e o surgimento de novos intermediários, na arena do sistema financeiro exigirão profundas mudanças no “framework” regulatório.

Os sistemas de pagamento virtuais deverão ter um alto nível de auto-regulação, delegando para os responsáveis da estrutura de governancia  estabelecida, responsabilidade de fiscalizar eletronicamente e punir potenciais desvios ou fraudes, como também atribuindo punições no caso de negligencia no dever de diligencia.

Por sua vez nos Bancos não haverá mais espaço para faltas de controle ou desvios de regras e parâmetros de conformidade.

Os bancos que não atingirem um limite mínino de maturidade nos fatores de conformidade não terão condições de permanecer na arena Apenas, o que de fato será novidade, é que esta régua mínima mudará em uma velocidade muito grande, a tal ponto que poucos terão condições de acompanhar em um cenário  de integração regional ou global.

Tem se um exemplo recente em Basiléia 2, onde pudemos observar o grau de dificuldade generalizado do bancos em se adequar e usufruir de um novo patamar de precificação de riscos e controles operacionais.

Conclusão

As questões estão colocadas na mesa !
Os Bancos necessitam refletir, com relação ao seu posicionamento especifico, e tomar decisões nos próximos anos, que poderão ser chaves para a sua consolidação ou eliminação da arena que está instalada, palco de ferozes competições de leões.

As decisões de hoje afetarão, com certeza, o futuro; e muitas vezes não se percebe que o time pode também necessitar de mudanças evolutivas. Seja como for, o pior cenário para um banco é ter que conviver - e agonizar - com o fator surpresa e, neste contexto que acabamos de descrever, o que não faltará serão emoções e inovação.
Portanto que todos se preparem a contento e que nossos governantes tenham a lucidez de colaborar e fazer o seu papel para com o país.

*José Luiz Cerqueira César deixou recentemente a Vice-Presidência de Tecnologia e Logística do Banco do Brasil. Foi também CIO da BM&F e Superintendente de TI do Unibanco e do Banco 24 Horas.