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Com Um Ano de Existência, Braxis Absorve a CPM

A espetacular operação de incorporação da CPM pela Braxis, que foi anunciada terça-feira última através de fato relevante, coroa um plano de negócio dos mais ambiciosos do setor de TI no Brasil e que foi iniciado há exatamente um ano, através da associação de altos empreendedores do setor financeiro em associação com os especialistas em TI, David Shpilbert, da Bain Consulting e Rogério Brecha, ex-presidente da Ernest & Young e da Unisys.

A ala financeira do grupo era composta, por sua vez, pelos fundadores do Banco Patrimônio Jair Ribeiro e Gianpaulo Gaglioni e por seus colegas da Cotia Trading, Paulo Brito e Alfredo DeGoeye.

Tendo à frente este time nada modesto, a Braxis já surpreendeu o mercado ao absorver há quatro meses o controle da Baiana Unitech, que já despontava no mercado como um dos grandes players de TI focado em telecomunicações e Governo.

De acordo com o Fato Relevante, a Braxis passa a dividir o capital votante da CPM com o Deutsche Bank, ficando com nada menos que 33% dos votos. Em contrapartida, a CPM detém o direito de compra das ações da Unitech pelo valor de R$ 34 milhões, opção que ainda irá ser analisada pela companhia.

Com fusão da CPM, a Braxis se habilita a se tornar uma empresa global brasileira, com a vantagem de dispor de amplo know-how em automação bancária e em áreas de competência da Unitech, como Governo, Utilities e Telecom.

Somadas as receitas individuais, a nova empresa contabiliza um faturamento de R$ 770 milhões em 2006, com 290 clientes e quase cinco mil funcionários.