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Banco Aumenta Projeções para o Crédito
Ao apresentar os resultados financeiros do segundo trimestre e consolidar os números do semestre, o Bradesco revisou para cima sua projeção para a carteira de crédito em 2008. O banco espera um crescimento da ordem de 24% a 29%, bem maior que a expectativa anterior, que variava entre 21% e 25%. A mudança nas projeções é reflexo do comportamento das grandes empresas nos últimos dozes meses. Segundo Milton Vargas, diretor e vice-presidente executivo do Bradesco, essas grandes companhias continuam investindo bastante em importantes projetos de expansão e o impacto da crise financeira internacional nas bolsas de valores fez com que o empréstimo bancário voltasse a ser um instrumento de captação relevante.
Para os demais produtos, a previsão do Bradesco se mantém inalterada, exceção feita ao crédito consignado. A carteira de pequenas e médias empresas deve ampliar 20% a 23% e a de pessoa física, 24% a 29%. As mudanças nas regras do crédito consignado e o aumento do custo de captação para pessoa física contribuíram para que o Bradesco reduzisse suas expectativas para esta modalidade. Estima-se uma expansão entre 35% a 45%, contra projeção anterior de 90% a 110%.
Os R$ 2 bilhões de lucro líquido do segundo trimestre representam uma alta de 11,1% em relação a igual período do ano passado. Os seguros foram responsáveis por 36% do resultado, enquanto a prestação de serviços e a oferta de crédito somaram 25% cada uma. As operações de tesouraria responderam por 8% e as captações, 6%.
Leasing Lidera Crescimento do Crédito
As operações de leasing foram as que mais cresceram no segundo trimestre, totalizando R$ 14,9 bilhões, valor três vezes superior aos R$ 4,8 bilhões registrados há um ano. Em termos nominais, o leasing trouxe R$ 10,1 bilhões a mais para a carteira do Bradesco nos últimos doze meses, o melhor desempenho da carteira no período. A segunda melhor performance ficou com os avais e fianças, que agregaram R$ 9,8 bilhões à carteira, seguidos de perto pelo financiamento a capital de giro (+R$ 9,6 bilhões), crédito à exportação (+R$ 4,4 bilhões) e financiamento tradicional de veículos (+R$ 2,8 bilhões). Somente para as pessoas físicas, o saldo das operações de leasing estava em R$ 7,6 bilhões ao final do segundo trimestre, mais de cinco vezes superior ao mesmo período de 2007. No caso das empresas, o salto foi de 112,8%, para 7,3 bilhões. Mesmo discreta, a participação do leasing na carteira total do Bradesco cresceu de 3,71% para 8,25% em doze meses. Baixe o Relatório Completo Aqui
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