Meirelles Contra o Spread
Sem responder diretamente, fontes do Governo Federal insinuavam existir má vontade, por parte dos grandes bancos e o próprio Governo avisou que iria agir caso seus reclamos não repercutisse em quedas rápidas.
O presidente do BC, Henrique Meirelles, é visto pelo setor como um dos principais articuladores da intervenção no BB, tendo sido ele o responsável pela ampla divulgação dos índices individuais de spread no site da instituição a partir do início deste ano.
Enquanto o Executivo reclamava, o presidente da Febraban, Fábio Barbosa, afirmou, ao final de março, que o País já teria motivos para comemorar um recuo nos spread locais, que foram de 30,5% em fevereiro para 29,7% em maçro.
Barbosa admitiu que o spread brasileiro é mais elevado, mas justificou que isso não ocorre "por acaso". De acordo com ele, questões estruturais estão na base da formação de taxas mais elevadas.
Entre as questões citadas pelo executivo estão a falta de um cadastro positivo, a lentidão de processos judiciais e a existência de tributação sobre intermediação financeira. "O Brasil é um dos poucos países a ter taxas sobre intermediação financeira", apontou.
Além disso, Barbosa citou a inadimplência, que, no Brasil, segundo ele, tem um nível muito superior a outros países.
Embora haja uma desconfiança generalizada sobre os resultados práticos da mudança no BB, a mídia já contempla análises de que uma redução agressiva do spread no BB poderá, sim, obrigar os grandes bancos a rever suas estratégias.
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