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O resultado do trimestre foi impactado por efeitos extraordinários positivos da ordem de R$ 789 milhões. Desconsiderados esses efeitos, o lucro do trimestre seria de R$ 1,6 bilhão, desempenho 6,3% superior ao do primeiro trimestre de 2007 e 20,9% superior ao do quarto trimestre de 2007.
A agência Standart&Poor's elevou o rating do Banco do Brasil para grau de investimento (BBB-) no final do mês de abril. Na oportunidade, a agência ressaltou que o BB tem conseguido exercer seu papel como banco estatal, sem perder a competitividade frente às demais instituições financeiras.
Ativos totais ultrapassam R$ 400 bilhões
Os ativos totais do BB chegaram R$ 404,9 bilhões com a consolidação proporcional, a partir desse trimestre, da participação do Banco em 12 empresas em virtude de recomendação do Banco Central, de forma a evidenciar outros negócios do Banco, como, por exemplo, sua participação em empresas do ramo de seguridade.
Carteira de crédito supera os R$ 172 bilhões
A carteira de crédito do Banco do Brasil (País e exterior) encerrou o trimestre com saldo de R$ 172,8 bilhões, crescimento de 23,1% em 12 meses de 7,5% em relação ao trimestre anterior. Com esse resultado o BB evoluiu de 16,0% de participação no Sistema Financeiro Nacional no trimestre anterior para 16,3% e manteve sua liderança na concessão de crédito no País. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a carteira doméstica cresceu 26,7%.
No segmento de pessoas físicas, a carteira de crédito cresceu 47,5% em 12 meses. Merecem destaque a liderança no crédito consignado, com 18,5% de participação de mercado e carteira de R$ 12,8 bilhões em março (evolução de 36,8% em 12 meses), e o crescimento de 175,4% no financiamento de veículos
em relação ao mesmo período de 2007, atingindo saldo de R$ 3,5 bilhões.
O crédito para pessoas jurídicas cresceu 21,8% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. No final do período, a carteira para Micro e Pequenas Empresas alcançou saldo de R$ 25,7 bilhões, evolução de 32% em 12 meses. Destaque para as operações de capital de giro, que cresceram 29% em um ano. No segmento de grandes e médias empresas, houve evolução de 16,2% no saldo da carteira, que encerrou o período em R$ 41,5 bilhões (não incluídas operações agroindustriais e carteira registrada no exterior).
O volume de operações de crédito de investimento desembolsado no trimestre atingiu R$ 2,6 bilhões, 20,4% superior ao registrado no mesmo trimestre do ano anterior, garantindo a liderança do BB nesse segmento. Foram realizadas 7,6 milhões de operações com repasse de recursos do BNDES, totalizando R$ 1,8 bilhão.
Agronegócio cresce 20,8% e ultrapassa os R$ 56 bilhões
O saldo da carteira de agronegócio atingiu R$ 56,5 bilhões, crescimento de 20,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. No final de março, o agronegócio respondia por 32,7% da carteira de crédito do BB. A título de equalização, o BB recebeu R$ 275 milhões no trimestre.
Inadimplência sob controle
O BB registrou índice de inadimplência (operações vencidas há mais de 60 dias/carteira total) de 2,8% no período, melhor que o resultado observado no trimestre anterior (3,3%). Enquanto a carteira cresceu 7,5% no trimestre, as provisões para crédito de liquidação duvidosa (PCLD) evoluíram apenas 2,5% no mesmo período. O desempenho reflete o crescimento sustentável - expansão do crédito sem aumento da inadimplência - e a qualidade da carteira de crédito do BB.
As operações classificadas nos níveis de risco AA, A, B e C responderam por 90,3% da carteira do BB, menor que os 92% observados no Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Resultado da intermediação financeira cresce 16%
O resultado de intermediação financeira, antes das provisões para risco de crédito (PCLD), foi de R$ 5,3 bilhões, crescimento de 7,2% em relação ao mesmo período de 2007.
As Receitas com Operações de Crédito atingiram R$ 7,0 bilhões no trimestre, evolução de 14,7% em 12 meses. O valor foi mais do que suficiente para cobrir as despesas de captação que totalizaram R$ 5,6 bilhões em 2007.
Ganho de produtividade
As receitas operacionais atingiram R$ 8,6 bilhões no trimestre, evolução de 14,2% em 12 meses, impulsionadas, em especial, pelo crescimento de 23% da base e de 26,3% do faturamento do negócio de cartões, de 25% do volume de recursos administrados em fundos e de 7,6% da base de clientes, que chegou a 26,4 milhões de correntistas.
As despesas administrativas (despesas de pessoal, outras despesas administrativas e outras despesas tributárias) apresentaram queda 14,6% em relação ao trimestre anterior, totalizando R$ 4,1 bilhões.
Com isso, o índice de eficiência atingiu 41,1% contra 44,1% no mesmo período do ano anterior (quanto menor, melhor). Já o índice de cobertura das despesas de pessoal (R$ 1,9 bilhão) com as receitas de prestação de serviços (R$ 2,6 bilhões) foi de 135,2%, contra 127,9% no primeiro trimestre de 2007.
Base de cartões cresce 23%
O BB encerrou o trimestre com uma base de 69,3 milhões de cartões, evolução de 23% em 12 meses. Vale ressaltar o crescimento de 46,2% (12 meses) da base de cartões de crédito, que atingiu 21,1 milhões.
Com R$ 14,1 bilhões em faturamento com cartões, crescimento de 26,3% em relação ao mesmo período de 2007, o BB evoluiu sua participação de mercado no volume de faturamento de 15,2% em março de 2007 para 16% em março de 2008, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Com esse desempenho, o Banco do Brasil mantém suas lideranças no mercado brasileiro em relação ao faturamento de cartões com a bandeira VISA e o faturamento com cartões de débito.
O total de receitas obtidas com cartões chegou a R$ 711 milhões, crescimento de 38,9% em relação ao mesmo período anterior.
Seguros, previdência e capitalização
Os negócios com seguros, previdência aberta e capitalização agregaram, entre resultado de equivalência patrimonial e receita de serviço, R$ 281,3 milhões às receitas do BB, incremento de 5,8% em relação ao trimestre anterior.
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