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ARTIGO: "SOA É COMPARÁVEL À REVOLUÇÃO DO WINDOWS"

”Arquitetura focada em serviços é comparável ao surgimento da interface icônica.”

Por Luiz Cláudio Menezes*

O modelo de web services despontou, nos últimos anos, como a forma mais evoluída do conceito de web-top; ou seja uma nova abordagem de TI que encara a conexão à web como o centro das interações de negócios, tendo o ambiente da Internet como lugar tecnológico para o qual devem fluir todos os recursos de TI das companhias.

Uma vez consolidada esta tendência, os analistas mundiais visualizam agora uma nova e complementar vertente desta atitude ao encarar a TI como um conjunto de sistemas e elementos voltados para interações entre colaboradores (internos e externos) e para a orquestração de complexas funções de negócios.

Estamos falando da arquitetura SOA (ou Service Oriented Architecture), um conceito não exatamente novo, mas que vem crescendo fortemente como tendência a partir da virada do milênio. Concebida para garantir maior adaptabilidade das empresas frente ao dinamismo do mercado, a arquitetura SOA busca definir os serviços como sendo o vértice obrigatório de todas as preocupações relativas ao conjunto de informações e comunicações das empresas. 

Algumas questões relacionadas ao desenvolvimento da arquitetura SOA são realmente vitais, no atual contexto de negócios digitalizados. Ente elas, podemos destacar: como conectar aplicações complexas, a baixo custo, para atender a conjunturas imediatas, mas sem perder de vista a durabilidade?

Outro ponto importante está em como implementar SOA sem substituir todo o legado e preservando o investimento em aplicações orientadas, por exemplo, ao código.

E mais: Como aumentar a flexibilidade de TI – considerando-se as limitações pré estabelecidas pelas arquiteturas herdadas -  para adaptar-se às tais  necessidades de mudanças nos negócios?

Estes são, na verdade, alguns dos mais persistentes dilemas da TI.

De fato, é muito difícil operar mudanças em sistemas críticos após seu desenvolvimento e entrada em produção. E se esta dificuldade se verifica até mesmo em sistemas stand-alone, a questão torna-se muito mais patente quando falamos em sistemas de negócio de grande escala.

Ao oferecer interoperabilidade em larga escala, garantindo flexibilidade tecnológica e adaptação às mudanças do ambiente de negócio, a SOA representa um passo nada pequeno.

O poder de alinhar necessidade de TI e negócio é, realmente, o grande trunfo desta nova arquitetura. Nela, as aplicações e sistemas são vistos como classes de componentes de negócios, os quais são dotados de modularidade e re-usabilidade. E que podem ainda ser facilmente orquestrados -e de maneira flexível – para formar processos automatizados de negócios.

Não seria exagero demais afirmar que a SOA representa uma transição no mudo de TI, comparável à que ocorreu com a interface intuitiva (GUI) ou com o aparecimento dos sistemas client-server e da computação orientada a objetos. Na verdade, os veteranos de TI consideram que a abordagem SOA representa uma espécie de resumo dos maiores avanços do setor nas últimas duas décadas.

À medida em que o suporte a  Web services se torna presente em um maior número de aplicações e plataformas de desenvolvimento, a atenção se volta para a necessidade de criação de uma coerência entre estes elementos.

A arquitetura SOA procura tornar possível a re-configuração dinâmica de serviços “on the fly”, facilitando a mudança na lógica dos serviços à medida em que os negócios mudem. Fala-se aqui, portanto, em “re-configuração” e não mais de “re-codificação”, como na abordagem tradicional.

Além da transposição de toda a heterogeneidade – sem abrir mão dos ambientes existentes – a solução tem que prever o desenvolvimento distribuído, não apenas nas fronteiras da própria corporação, mas também para além dela. E tudo isto deve vir associado a facilidades de gerenciamento, inversamente proporcionais à complexidade das transações e sistemas envolvidos.

Foi para dar respostas a tais requisitos que a indústria mundial – sob a liderança da Progress- concebeu uma espécie de infra-estrutura SOA “pré-moldada” e capaz de catalisar os diferentes web-services e sistemas similares numa esteira de produção única e amigável em todos os níveis. Surgiu assim o conceito de ESB – Enterprise Service Bus - especialmente desenvolvido para suportar uma enorme variedade de tipos de integração de projetos.

O modelo ESB oferece não só as vantagens da adoção de padrões(como os mencionados web-services),mas vai além. Gera uma gama de benefícios, tais como agilidade, flexibilidade, confiabilidade, rastreabilidade, escalabilidade e facilidade de gerenciamento. Por isto, o conceito vem ganhando cada vez mais adeptos, existindo hoje milhares de empresas no mundo que adotaram essa solução na busca de integração entre serviços através de mensagens.

*Luiz Cláudio Menezes, diretor geral da Progress Brasil