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Mercado de seguros adere à Lei Sarbanes-Oxley

 Por Eduardo Carmona*

Eduardo CarmonaA transparência é um conceito em evidência no mundo corporativo. As empresas têm adotado as melhores práticas de governança corporativa para elevar a confiança de investidores, acionistas, fornecedores e, principalmente, parceiros e clientes. A iniciativa, que teve início há  quatro anos, a partir da criação da Lei Sarbanes-Oxley, também chegou a companhias que não  têm a obrigatoriedade de  estarem  em conformidade com a lei norte-americana. Há vários exemplos em diferentes segmentos, um deles é o mercado segurador.   

Em 2004, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) emitiu a Circular 249, com tópicos sobre atribuições semelhantes aos da  Lei Sarbanes-Oxley, principalmente, no que trata de controle interno. Por isso, é importante que as companhias estejam atentas e estabeleçam critérios rigorosos para o departamento de auditoria interna. Ou mesmo criem um, caso ainda não tenham. Este é o momento ideal para o procedimento, e os líderes dessas empresas devem se conscientizar  da importância de estarem  em conformidade com  essas normas.

Para se adequar às normas, é importante realizar uma avaliação dos principais riscos da seguradora e criar um sistema que audite a qualidade das operações. Uma espécie de monitoramento dos principais processos e também dos prestadores de serviços.  Esse é o princípio para a transparência da companhia, e o resultado do trabalho pode ser traduzido em exposição positiva , e conseqüentemente,  em aumento na confiança dos segurados pelos serviços prestados. 

Mas há desafios pela frente. O primeiro é adequar-se às normas de controle. Em seguida, testá-las constantemente e verificar se estão em pleno funcionamento. Um passo fundamental para alcançar  os objetivos  é a construção de uma auditoria de TI, um departamento independente ao de  informática, com foco na avaliação da eficiência dos sistemas em atividade.   

Outra etapa é estabelecer indicadores  de performance, para demonstrar o comportamento dos principais controles e desenvolver uma auditoria remota, que, por meio das rotinas semanais, possa indicar o desempenho de cada operação. No  mercado segurador, por exemplo, testar com regularidade a qualidade dos serviços prestados, como vistoria prévia, assistência 24 horas e regulação de sinistro. Esses serviços são fundamentais para a boa imagem de uma seguradora, e precisam ser efetuados de forma  adequada.

A adoção desses métodos é, sem dúvida, uma tendência mundial, que proporciona maior segurança nas operações da companhia, elevação da credibilidade em seus processos e nas informações divulgadas ao público interno e externo.

A metodologia de trabalho possibilita avaliar a qualidade das atividades e contribui para o aperfeiçoamento de seus controles, considerados os riscos inerentes à atividade securitária. Entretanto, é importante destacar que o desenvolvimento dos controles não pode gerar burocracia desnecessária.

*Eduardo Carmona é superintendente de  auditoria e planejamento da Indiana Seguros