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Maioria dos Consorciados Tem Imóvel

Há regiões em que há um percentual significativo inserido nas classes A e B. É o caso de Campinas e Região (47%) e Brasília (51%). Já em Recife e Fortaleza, há um percentual maior  nas classes D e E – 38% e 36%, respectivamente. Essas pessoas compõem um perfil bastante divergente, em que mais de 45% recebem até 2 salários mínimos.

A pesquisa Datafolha analisou, ainda, outras características: cerca de 75% são economicamente ativos, com destaque para assalariados registrados (27%), 47% são casados e 39%, solteiros. Além disso, 45% têm filhos crianças ou adolescentes (0 a 18 anos). Em Fortaleza, esse percentual é bem maior, 61%, o que explica uma maior demanda por bens projetados para famílias.

Uma parcela expressiva dos pesquisados (71%) possui imóvel, geralmente comprado à vista (32%) e 24% têm automóveis, 50% adquiridos também à vista, o que indica a tendência à poupança para aquisição de bens. Reforçam ainda essa informação, o fato de 11% possuírem terreno, 5% terem imóvel comercial e 6%, casa na praia ou no campo, em pelo menos metade dos casos, comprados mediante acumulação prévia de recursos.

RESULTADOS

De acordo com a pesquisa, o mercado potencial até 2010 é bastante expressivo, uma vez que 50% dos entrevistados têm a intenção de comprar imóvel ou veículo.

Ainda conforme o levantamento, 52% dos entrevistados guardam dinheiro efetivamente, quando têm como objetivo a aquisição de um bem específico.

A pesquisa mostra, também, a preferência de investimentos concentrada em caderneta de poupança (44%), previdência privada (4%) e consórcio (3%).
É preciso lembrar-se ainda de que 47% dos que guardam dinheiro são casados e boa parte deles têm filhos, o que aumenta as chances de imprevistos financeiros e reduz a facilidade de acumulação de recursos. Outro fator importante a se notar é a falta de planejamento: existe alguma poupança de longo prazo para imóveis de lazer e comércio, principalmente, mas dificilmente o brasileiro consegue se planejar, fazer os cálculos e se disciplinar para manter a poupança crescendo e obter o valor necessário para aquisições à vista.
Segundo a pesquisa, os que enxergam o consórcio como aplicação principal destacam:

a) sua segurança, já que não se corre o risco de perder o dinheiro;

b) juros/taxas menores;

c) possibilidade de pagar aos poucos.

Os consorciados que mais vêem vantagens nos consórcios são os homens e os economicamente ativos, que justificam: o valor da parcela é baixo e/ou o prazo é longo para pagar (34%); a forma de resgate é favorável (pode-se ser contemplado com poucas parcelas pagas) – 34%.

Entre os pesquisados que têm consórcio, 48% estão em grupos de  automóvel, 39% em grupos de motocicleta, 8% em grupos de imóvel e 81% estão muito satisfeitos com o consórcio (nota média 8,2%).