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BB Assume Folha de Pagamento de Minas Gerais

Segue a guerra pelos contratos de folhas de pagamento do serviço público e serviços associados. O  Banco do Brasil e o Governo do Estado de Minas Gerais assinaram nesta semana o acordo pelo qual o banco assume a gestão  da  folha de pagamentos dos 542 mil servidores ativos e inativos, além de  pensionistas do Estado.

O contrato tem duração de 60 meses e abrange o Governo do Estado, o Tribunal de Contas  do  Estado  de  Minas Gerais, a Assembléia Legislativa do Estado de Minas  Gerais e a Procuradoria Geral de Justiça do Estado.

Em Minas Gerais, o BB conta com 1600 pontos de atendimento, sendo 454 agências. Ainda segundo informou o BB, 360 pontos são via Banco  Popular do Brasil e suas operações chegam a 406 dos 853 municípios do Estado. Para ampliar o atendimento, o banco já divulgou investimentos da ordem de R$ 266 milhões nos próximos cinco anos, em reforço da rede bancária   local,   com  a  abertura  de  novas  agências  e   postos  de atendimento.  

Com o acordo recém-fechado, o BB atua como agente financeiro de 11  estados  da  federação: Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio  Grande  do  Norte,  Maranhão,  Paraná,  Tocantins, Rondônia e Roraima.

Curitiba - Segundo informou o jornal Gazeta do Povo nesta semana, a prefeitura de Curitiba negocia a hospedagem do orçamento do município. O banco vencedor da licitação vai cuidar de toda a recepção da receita da prefeitura e pagamento de fornecedores.

Como ainda não há definição do valor mínimo do negócio, que tem previsão de movimentar R$ 2,6 bilhões/ano, a prefeitura não divulgou a expectativa de faturamento com a transação, mas há uma estimativa que dá conta de uma receita de R$ 400 milhões para o município.

Mas por questões constitucionais, só bancos públicos podem participar da disputa e administrar esse tipo de conta. Na briga pelo bolo estariam a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e o paulista Nossa Caixa. Atualmente é o Santander quem administra a folha de pagamento dos servidores naquela cidade que é de R$ 73 milhões mensais.

Jundiaí – A guerra pelas folhas de pagamento também chegou à cidade paulista de Jundiaí, onde o Bradesco desbancou o Santander e fechou contrato com a Prefeitura e atenderá mais de 6500 servidores municipais. O lance de R$ 25,7 milhões garantiu a vitória na licitação, chegando a um valor de R$ 77,38 por servidor, um dos valores mais elevados nesse tipo de transação. Só para lembrar, o Santander, que ganhou a conta de Curitiba (citado acima), pagou na ocasião R$ 58,72 por servidor. A folha de pagamento de Jundiaí chega a R$ 17,5 milhões por mês. O contrato com o Bradesco é válido por 51 meses e envolve ainda os pagamentos a fornecedores do município.