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Confira os dados Nacionais

Ao comparar população e plásticos, o que se vê também é que o mercado brasileiro de cartões de crédito está distribuído de maneira muito semelhante à distribuição total da população no Brasil. No ano passado, as regiões Nordeste e Sudeste, as mais representativas tanto em termos de público-alvo como em população total, lideraram a indústria de cartões. Ao final de 2007, o Sudeste reunia 42,6% da população total do Brasil e 50,0% do público-alvo da indústria de cartões, com 48,9 milhões de plásticos (52,7% do total) e um faturamento de R$ 103,5 bilhões (56,5% do total), demonstrando que em termos de plásticos e volume movimentado, a região detém mais da metade da indústria.

O Nordeste é a segunda maior região. Em 2007, reunia 27,6% da população total do País, 21,3% da população alvo e 27,8% dos cartões do mercado (25,8 milhões), responsáveis por um faturamento de R$ 41,1 bilhões no período (22,4% do total). A terceira maior região é a Sul. Nesta, em 2007, viviam 14,6% da população total e 14,8% da população alvo. O Sul também é o terceiro no ranking da indústria de cartões. No ano passado, detinha 8,1% dos cartões (7,6 milhões) e representou 8% do faturamento nacional com R$ 14,6 bilhões.

As demais regiões, Norte e Centro-Oeste, se revezam no ranking de acordo com o que se observa. Em termos de população total, o Norte encerrou o ano de 2007 como a quarta maior região, com 8,1% dos habitantes do País. No entanto, entre as cinco regiões, possui o menor percentual de população alvo (6,5%) Circulavam na região 5,8% dos cartões do Brasil (5,4 milhões), que representaram 5,8% do faturamento total (R$ 10,6 bilhões). O Centro-Oeste, por sua vez, encerrou 2007 com 5,6% dos plásticos (5,2 milhões) e 7,4% do faturamento da indústria (13,5 bilhões). A região reunia, em 2007, 7,4% da população alvo. No entanto, é o menos populoso, com 7,1% dos brasileiros.

Estes dados são do estudo exclusivo O cartão de crédito e suas Regionalidades, parte da pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, realizada mensalmente pela Itaucard. O objetivo deste estudo é apresentar, detalhadamente, a evolução da indústria de cartões nos últimos quatro anos em cada região do Brasil e como fatores culturais, de renda, sexo, entre outros, influenciaram no seu desenvolvimento.

“O fato é que todas  as regiões estão crescendo, o que contribuiu para o mercado de cartões encerrar o ano de 2007 com R$ 183,3 bilhões e 92,9 milhões de plásticos. Porém, observamos que grandes centros urbanos, no Sudeste do país, crescem em ritmo menos acelerado, dando espaço para o mercado de cartões se expandir em direção à periferia de grandes cidades e ao interior do País, levando as regiões menos exploradas a crescerem vigorosamente”, diz Fernando Chacon, diretor de marketing de Cartões do Itaú.  Entre 2003 e 2007, as regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte aumentaram o faturamento em 149,1%, 126,8%, 169,4% e 133,4%, respectivamente. Todas apresentaram desempenho superior ao crescimento total do faturamento no Brail no mesmo período, que foi de 108,3%. No que diz respeito à quantidade de cartões, Nordeste e Centro-Oeste, se sobressaíram com crescimento de 140,9% e 104,7%, respectivamente, entre 2003 e 2007. O crescimento do mercado como um todo, no período, foi de 105,5%.

Ao final de 2007, 51,7% dos cartões estavam nas mãos das mulheres, que responderam por 45,9% do faturamento. Já os homens, com a outra parcela de cartões no bolso, foram responsáveis por uma participação maior no volume movimentado (54,1%). Se olharmos para o gasto médio anual do brasileiro por cartão, este foi de R$ 2.210 entre os homens e R$ 1.752 entre as mulheres.

Em relação à renda, os mais endinheirados, definido no estudo com rendimentos acima de R$ 2.500, possuíam em 2007, 12,2% dos cartões e foram responsáveis por 28,7% do faturamento com tícket médio anual por cartão de R$ 4.662. Já a baixa renda (com rendimentos até R$ 1.499) detinha 60,7% dos plásticos em circulação e participação de 43,2% no faturamento.

O mercado de cartões de crédito  no Sudeste

O Sudeste, a região mais rica do Brasil e altamente urbanizada, continua respondendo por metade da indústria brasileira de cartões de crédito. Sua força econômica contribuiu para uma expansão mais acelerada deste mercado na região. No Sudeste, circulavam ao final de 2007, 48,9 milhões de cartões, mais da metade de toda a base de plásticos. No período de 2003 a 2007, o avanço registrado no número de cartões foi de 94,3%. O desenvolvimento da indústria de cartões na região e no Brasil é impulsionado principalmente por três importantes potências econômicas que estão abrigadas nela: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais que avançaram, no intervalo pesquisado, 78,5%, 100,1% e 130,6%, respectivamente.

A região que detém a metade dos plásticos da indústria, também é a que mais fatura. Ao final de 2007 o volume transacionado nos cartões da região somou R$ 103,5 bilhões, um avanço de 86,5% se comparado ao movimento registrado em 2003 (R$ 55,5 bilhões). São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais cresceram seus faturamentos em 78,9%, 72,2% e 152,6%, respectivamente, no mesmo período.

Do total de cartões registrado na região em 2007, 50,7% estavam em posse das mulheres e correspondiam a 44,3% do faturamento. Os homens detinham os outros 49,3% de cartões e 55,7% do faturamento. Em 2007, o gasto médio dos homens ficou em R$ 2.389, enquanto as mulheres gastaram em média, no ano, R$ 1.849.

Ao analisar a região pela renda, a pesquisa mostra que no ano passado, os usuários de cartão de menor renda tinham 61,5% do total de plásticos do Sudeste e gastaram em média por cartão R$ 1.516, resultando numa participação de 44,1% no faturamento. Já a alta renda, com cinco vezes menos cartões nas mãos (12,3%) e gasto médio anual por cartão de R$ 4.962, representaram 28,8% do faturamento da região.
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