Mais Dinheiro que Produtos na Economia

O seminário forneceu uma ampla avaliação sobre a situação do crédito e sobre as novas tecnologias disponíveis para a análise e gestão do risco na atividade. Os palestrantes trataram também sobre as evoluções do segmento de cobrança, um dos nichos de maior crescimento nos últimos anos, em função do fim do chamado ciclo de “racionamento do crédito”.

Entre as novas oportunidades de negócio apresentadas durante o seminário, um dos segmentos apontados foi a de serviços de recuperação de empréstimos com inadimplência superior a 180 dias. Quanto mais antiga a inadimplência, destacaram os congressistas, maior é a dificuldade de recuperação do débito – principalmente em função de mudanças de endereços. Em compensação, destacou-se, este tipo de carteira antiga oferece melhores margens para o recuperador e há demanda reprimida de empresas focadas nestas carteiras.


(Da esq. para a dir.) Alvaro Musa, da Partner Conhecimento; Paulo Valente, da Leader Magazine; Roseli Garcia, da ACSP; José Tosi, da Mastercard; e Eduardo Daghum, da Horus, foram os convidados da primeira mesa.

O seminário levantou também questões relacionadas ao avanço do volume de dinheiro na economia mundial, movimento que vem ocorrendo num ritmo superior ao da capacidade produtiva de bens e ao do próprio crescimento populacional. A conseqüência disto, apontou o seminário, é a constatação da existência de um volume de recursos financeiros virtualmente maior que o de produtos compráveis, fato que exigirá grande reflexão por parte da indústria do crédito.

No capítulo das ferramentas da análise de risco, uma das novas tecnologias apontadas são as ferramentas de “scoring”, como a que vem sendo difundida pela Associação Comercial de São Paulo, que disponibiliza parâmetros para a medição do risco-benefício com base no histórico comportamental do cliente e no perfil sócio-econômico das famílias.

Através destas ferramentas, com o uso de inteligência analítica aplicada aos cadastros, estão abertas as condições para a exploração do chamado “cadastro positivo”. Exploração esta, aliás, já praticada pela ACSP num movimento de antecipação em relação ao mercado.


Fernando Manfio, presidente da Witrisk, coordenou as mesas

Já entre as tendências de portfólio do mercado de crédito, “a bola da vez” apontada para os próximos meses é a de um vertiginoso crescimento do crédito imobiliário, criando um “boom” semelhante ao que nos últimos anos ocorreu com o CDC, seguido depois pelo crédito veicular e tendo, em paralelo, a eclosão do crédito consignado.

As apresentações e painéis estiveram a cargo de executivos representativos da área, entre eles, o presidente da Mastercard, José Tosi, o diretor executivo do banco PanAmericano, Adalberto Savioli, e o diretor de cobrança do HSBC, Augusto Mello.

Também participaram do Forum o diretor geral da Leader Magazine, Paulo Valente; a superintendente de produtos e serviços da Associação Comercial de São Paulo, Roseli Garcia; o sócio diretor da Horus Prevention, Eduardo Daghum; o sócio diretor da Partner Consulting, Álvaro Musa; o diretor da Aymoré Financiamentos, Américo Martins; o gestor da Polo Capital, Rogério Bimbi; o diretor executivo do Citibank, Sérgio Bahdur; o ex-diretor de risco da Taií, Mario Amadeu; e a editora do portal Consumo Consciente, Ângela Crespo.


(Da esq. para a dir.) Mario Amadeu, ex-Taií; Rogério Bimbi, da Polo Capital; Augusto Mello, do HSBC; Sérgio Bahdur, do Citibank; e Adalberto Savioli, do Panamericano, foram os convidados da segunda mesa.

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