
Os Desafios do Second Life Para os Bancos
A discussão de um novo tema, pouco conhecido e que chama a curiosidade de usuários, esconde um grande potencial criativo, de agregação de usuários e interesses, portanto com potencial de atividade econômica e, daí, o interesse das entidades financeiras, permeou todas as apresentações do evento.

Audiência: executivos de tecnologia, marketing e auditores |
Retorno
A iniciativa do Unibanco no Second Life se alinha com a estratégia de comunicação do banco, de procurar diferenciação em relação aos concorrentes. “Disputamos com gigantes nacionais e internacionais, daí a nossa estratégia de marketing apostar na diferenciação e no pioneirismo: fomos o primeiro banco a montar uma agência bancária no Second Life”, afirmou Marcos Caetano, em sua apresentação.
O diretor expôs as características da agência montada pelo Unibanco no metaverso (como também é conhecido o ambiente no SL), e também os objetivos da ação, essencialmente atuando com o posicionamento da marca, divulgação de produtos e captação de contatos dos usuários do SL e captação de talentos entre um público jovem e das classes A e B, por conta das demandas de banda larga estável e computadores com sistemas gráficos diferenciados. A agência virtual conta ainda com dois atendentes-avatares que são controlados por quatro funcionários do banco que se revezam no atendimento aos usuários em horário comercial.
Caetano reforçou o caráter experimental da iniciativa: “Ainda não oferecemos transações dentro do SL, como a conversão de lindens (a moeda do SL) para reais e afins. Mas queremos ser pioneiros e estar presentes neste novo mundo para estar entre os primeiros a responder à pergunta clássica, que é se dá para ganhar dinheiro com isso”, comentou, dizendo ainda que,
mesmo que não haja uma plataforma transacional no SL, mesmo assim o Unibanco ainda vai manter sua presença.
O executivo também afirmou a importância da investigação e das características próprias do metaverso. “Não vejo problemas em fornecer crédito para uma melancia, lembrando as formas pouco convencionais que os usuários adotam com seus avatares, as representações deles no Second Life. Desde que essa melancia, claro, tenha um histórico financeiro positivo.”
Por fim o executivo avaliou o retorno da estréia da agência virtual do banco. “Ao longo do primeiro dia, atendemos a 4193 visitantes únicos. Nunca na história do Unibanco tivemos um movimento assim no primeiro dia de uma agência real”, finalizou.
Potencial interativo
Em sua apresentação, Eliane Coimbra, da Foster, trouxe um panorama estatístico importante sobre o Second Life, expondo, por exemplo, o comportamento de usuários que alternam o sexo de seus avatares (homens se apresentam como avatares mulheres e vice-versa). Divulgou ainda uma pesquisa de marcas mais lembradas pelas ações realizadas dentro do Second Life, posicionado a fabricante de produtos esportivos Adidas como a de maior destaque, entre outras marcas globais.
Ela abordou detalhes de iniciativas de bancos já estabelecidas no Second Life, incluindo aí os cases da Ilha do Bradesco, do banco português Espírito Santo e do Deutsche Bank, entre outros. Ela também apresentou vídeos de cases bem-sucedidos, importantes para a audiência de executivos de marketing, tecnologia e até analistas de risco de vários bancos, e que ainda não tinham experiência prévia com o metaverso.

Elaine Coimbra: interatividade é essencial
para retenção das marcas
Baixe a apresentação (formato PDF)
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“As experiências no SL evidenciam as estratégias que dão certo. É preciso trabalhar a retenção dos usuários, e atendentes devem ser treinados para lidar com um público heterogêneo,
conhecendo tanto as características do SL como de produtos e serviços das organizações que representam”, avalia Elaine.
A executiva também reforçou o potencial educacional do SL para os bancos. “As possibilidades são infinitas, indo da utilização em módulos de ginástica laboral e até em substituição de reuniões”, diz.
Outro destaque foi o alerta quanto a se criarem elementos atraentes para iniciativas no SL, como eventos, distribuição de brindes e outras ferramentas interativas, que ajudem a reforçar as marcas e que ainda ajudem na captação de dados dos usuários.
Clique nos links a seguir para baixar os vídeos utilizados na apresentação:
http://downloads.foster.com.br/negociosbancarios_videos01_261120071635.zip
http://downloads.foster.com.br/negociosbancarios_videos02_261120071635.zip
http://downloads.foster.com.br/negociosbancarios_videos03_261120071635.zip
http://downloads.foster.com.br/negociosbancarios_videos04_261120071635.zip
http://downloads.foster.com.br/negociosbancarios_videos05_261120071635.zip
Web X.0
Se o terreno desconhecido do SL é atraente pelas oportunidades, a apresentação de Gil Giardelli, da Adrenax, fez o alerta para os riscos
do ambiente e de como, apesar do histórico em geral positivo, o Second Life ainda é um ambiente em desenvolvimento.

Giardelli - bancos precisam considerar
a produção dos usuários
Em Breve apresentação em PDF
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“O grande
problema é a natureza aberta do SL, sem regras definidas, apesar do esforço da Linden Lab (criadora do SL) em criar um código de ética que discipline os usuários”, avalia
Giardelli.
O executivo também contextualizou o SL dentro do cenário das mudanças tecnológicas das várias ondas de internet, chamadas de Web 2.0, 3.0 e outras, onde a participação do setor financeiro deve considerar as iniciativas dos ‘prosumers’, os consumidores que também se tornam produtores de conteúdo em blogs, sites de relacionamento e até mesmo dentro do Second Life, às vezes elogiando e às vezes criticando marcas e produtos, inclusive de instituições financeiras”, comenta.
O executivo também questionou o movimento em torno do Second Life, alertando para o fluxo baixo de usuários e para o comportamento típico de bolha que acompanhou o crescimento na base de usuários. “Inflacionado inclusive pela imprensa internacional. E é uma pena que seja assim. Gostaria que o Second Life desse certo, mas pelas razões certas”, afirmou Giardelli.

Second Life: reuniões no metaverso substituem encontros presenciais
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