
SEMINÁRIO DISCUTIU EVOLUÇÃO E O LEGADO DE TI
Platéia Durante o Evento |
O seminário Legado & Evolução no Setor Financeiro, realizado pela Relatório Bancário, em 28 de setembro último, levou cerca de 150 executivos da área de Tecnologia da Informação e finanças para discutir as melhores práticas de gestão dos ativos de TI nas instituições.
Entre os palestrantes, diretores de TI da Caixa Econômica Federal, Roberto Zambon; do Banco do Brasil, Glória Guimarães; e do SERPRO, Antônio Sérgio Cangiano; além de Edson Fregni, um dos mais respeitados executivos de tecnologia do País.
Atualmente diretor da operação brasileira da Forrester, o professor Fregni participou do primeiro projeto de computador do País na década de 70 e tem estado presente em todos os grandes movimentos do setor. Participaram ainda Thomas Preis, gerente de programas de marketing da HP, e Renato
Mendes, Gerente de Produtos da Consist Software.
A Política da Caixa
Roberto Zambon: “Os sistemas legados
continuarão por muito tempo sendo o
principal ponto de sustentação ao
negócio das grandes instituições” |
Para Roberto Zambon, da Caixa, os sistemas legados em operação em instituições deste porte continuarão por muito tempo sendo o principal ponto de sustentação ao negócio e indispensáveis para atender às crescentes necessidades de automação, rapidez e redução de custos. Segundo ele, a passagem à condição de legado é, aliás, o destino de toda e qualquer tecnologia de sucesso e de longo ciclo de vida. “Tecnologias novíssimas que duram pouco se equiparam à mera condição e suprimento, enquanto os sistemas longevos dão a verdadeira medida do investimento consistente”, assinala Zambon.
A Caixa vive em constante processo de transformação de Legado, incluindo sua reestruturação, integração com novas tecnologias e, finalmente, sua renovação até atingir a fase de sucateamento.
Para suportar tal movimento, a equipe de Zambon atua fortemente em gestão de portfólio de sistemas, onde se dá um mapeamento técnico e negocial das operações para identificar as oportunidades de transformação. Isto inclui a análise do ROI da transformação, a seleção de cenários de mudança e, por fim, a execução com toda a sua complexidade.
Durante o seminário, o executivo da Caixa procedeu a uma detalhada apresentação das estratégias e práticas evolutivas na instituição. Baixe a apresentação de Zambon aqui.
Upgrade de Mainframes no BB
Glória Guimarães, do BB: “É no mainframe que se concentrará o core dos bancos” |
Glória Guimarães, do BB, afirma que o legado sempre será um diferencial competitivo enquanto suportar com eficiência as premissas de negócio da instituição e, principalmente, enquanto tiver capacidade de se integrar aos novos ambientes de transação e gestão do negócio.
Ela ainda apresentou ao público do seminário as atualizações realizadas no parque de mainframes do Banco do Brasil no ano passado, enfocando uma das mais robustas e ousadas operações desta natureza já realizadas no País.
“O programa de atualização da nossa arquitetura demandou nada menos que cinco anos. Entre os resultados obtidos, hoje é possível implementar um produto rapidamente nos canais de contato com o cliente, reduzindo o tempo de ativação de novos produtos em até 50%”. Após a reestruturação, o Banco Popular, cuja operação está ancorada na estrutura do BB, levou apenas cinco meses para ser lançado, assinala Glória. Ela acredita que, apesar de seu alto custo e da concentração em poucos provedores de tecnologia, é no mainframe que se concentrará o core dos bancos. Além disso, Glória apresentou sua visão sobre o novo perfil do CIO, mostrando que ele deve pautar sua atuação como integrador da TI com o negócio e como um arquiteto que viabiliza estratégias. Baixe a apresentação de Glória Guimarães aqui.
Economias no SERPRO
Cangiano, do SERPRO:
“A estrutura de mainframe
representa um alto custo
para o SERPRO” |
Antônio Sérgio Cangiano, diretor de TI do SERPRO, afirma que o legado deve ser mantido se atender as necessidades do negócio, mas sob forte gestão tecnológica e sob uma política rigorosa de atualizações, visando o equacionamento de custos e a interoperabilidade com o mundo em movimento.
Cangiano relatou processos ocorridos no SERPRO para a adoção da modalidade de licenças de Software WLC (Work Load Charge), com pagamentos de licenças por Task e não mais por MIPS. A iniciativa reduziu os custos em quase R$ 53 milhões em três anos. Segundo Cangiano, a estrutura de mainframe representa um alto custo para o SERPRO, daí o constante movimento de migração para plataformas CISC ou Itanium, que trazem um melhor custo benefício sem nenhum impacto ao usuário. Baixe aqui a apresentação de Sérgio Cangiano (Apresentação disponível após autorização do Autor)
Fregni Traça o Novo Perfil do CIO
Fregni: “O profissional de TI está muito mais voltado aos negócios” |
Edson Fregni, da Forrester, traçou panorama sobre a evolução dos CIOs das Instituições Financeiras com uma análise do cenário dos últimos 60 anos. Para ele, o profissional de TI hoje está muito mais voltado aos negócios. Ele deixa de ser CIO e passa a ser DTN, Diretor de Tecnologia de Negócios. Esse novo diretor enfrenta três desafios principais como Governança, Terceirização e Inovação. Ao mesmo tempo em que ele deve atuar como gestor profissional, deve reconhecer que nem tudo é estratégico e que muitas vezes outras empresas oferecem serviços melhores. Além disso, deve-se renovar.Baixe a apresentação de Edson Fregni aqui.
As Visões da HP e da Consist
Thomas Preis: “Substituição de mainframe para Plataforma HP, Intel e Microsoft, garantiu agilidade e redução de custos à Bovespa” |
Thomas Preis, gerente de programas de marketing da HP, apresentou o case de sucesso da Bovespa, que migrou seu mainframe para Plataforma HP, Intel e Microsoft. Com o objetivo de ganhar agilidade, redução de custos e garantir a evolução do mercado, a substituição trouxe também a flexibilidade no desenvolvimento de novos produtos e serviços, além de uma maior estabilidade no desempenho de aplicações missão crítica na nova plataforma. Baixe a apresentação de Thomas Preis aqui.
Renato Mendes: “Os sistemas Legados não devem ser substituídos” |
Por fim, Renato Mendes, gerente de produtos da Consist Software, acredita que os sistemas Legados não devem ser substituídos. Para ele, o uso de tecnologias de integração como BPM (Business Process Management) e SOA (Services Oriented Architeture) vão contribuir para uma reutilização e extensão das aplicações legadas. De acordo com Mendes, existem muitos fornecedores com soluções que auxiliam no processo de segurança, auditoria e compliance, que fazem frente às regulamentações como SOX e Basiléia II. "As corporações que escolheram manter o legado estão atendidas tecnologicamente e terão poucos motivos para migrar", conclui. Baixe a apresentação de Renato Mendes aqui.
Galeria de fotos: Seminário Legado & Evolução Nas Instituições Financeiras 28/09/2006 |